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Educação

Amastha anuncia folha complementar e reposição de aulas do município

Durante entrevista coletiva prefeito Carlos Amastha anunciou autorização de folha complementar e calendário para reposição de aulas

11/10/17 18:23 | Atualizado em: 11/10/17 18:23

Em entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira, 11, o prefeito Carlos Amastha anunciou que irá gerar uma folha complementar para pagar dez dias de trabalho aos professores que tiveram o ponto cortado durante a greve dos educadores municipais. Segundo o prefeito, os 10 dias que pagos pela folha serão descontados em cinco vezes nos próximos meses.

Já os outros doze dias referentes a paralisação, que totalizou 22 dias, serão repostos pelos profissionais de acordo com um calendário montado pela Secretaria Municipal de Educação. O objetivo da gestão é cumprir o quantitativo de dias letivos previstos pela lei.

"O ponto foi cortado, isto é irreversível. Mas estamos falando de duas coisas, da gente minimizar o sofrimento dos educadores e pais de família que foram induzidos erroneamente pelo Sindicato. O que queremos é fazer a folha complementar para pagar os dez dias que foram descontados. E o restante dos doze, são dias que precisamos que sejam trabalhados. A medida não é obrigatória por parte dos profissionais, se eles não quiserem eles não precisam fazer isso. Os outros professores da rede irão assumir as aulas que precisam ser ministradas para o fortalecimento de nossas crianças e minimizar o prejuízo que tiveram em algumas escolas durante o período".

Conforme Amastha os professores que fizeram parte do movimento paredista precisam aderir a proposta e assim a folha será rodada na próxima semana.
"Tivemos o caso de muitos pais de família que por causa de consignado e outros descontos não receberam quase nada de salário. Isso é trágico e ninguém concorda ou gosta disso, mas por outro lado isso foi absolutamente legal e necessário. Isso não quer dizer que a gente não esteja com o olhar humano em cima destes pais de família. Por isso criamos esta situação que permite que estes pais recuperam estes 22 dias. Doze trabalhando e dez que serão descontados paulatinamente, mas que não impactem de maneira tão forte no orçamento familiar", explicou.

Amastha rebateu a argumentação do Ministério Público Estadual (MPE) que considerou que os professores que foram contratados pela prefeitura durante a greve não aplicaram o conteúdo programático aos alunos.

"O MPE está ainda investigando. Isso não existe. Todos acompanharam e sabem que tivemos situações completamente diferente escola por escola. A Secretaria de Educação está trabalhando num plano específico para cada uma. Em algumas unidades não tivemos prejuízos nenhum e em outras foram muito prejudicadas. Não pela falta de profissionais, porque o critério de contratação da secretaria é sempre o mesmo, a mesma qualidade exigida, mas infelizmente pelos piquetes, pelas ligações que foram feitas para que os pais de família não levassem seus filhos para a escola", afirmou o prefeito.

Durante a coletiva o prefeito apresentou números relativos ao funcionalismo público e ressaltou que irá injetar na economia da cidade nos próximos 80 dias R$163.419.422,40 com o pagamento do 13º salário, mais os salários dos servidores.

Amastha ainda anunciou que o município terá ponto facultativo nesta sexta-feira, 13, após o feriado nacional desta quinta-feira. "Vem o Dia do Professor e as pessoas reclamaram que o prefeito agiu contra educação. Isto é inverdade. Digo que o grande valor que podemos dar as nossas crianças é a educação. Então em um dia desses nada melhor do que a gente descansar e aproveitar", finalizou o prefeito.