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FRAUDE

Operação da Polícia Federal mira envolvimento de médicos famosos em Palmas em um esquema que movimentou R$ 6 mi

Conheça a lista de envolvidos

07/11/17 11:47 | Atualizado em: 07/11/17 15:27

A Polícia Federal está concluindo o cumprimento dos mandados judiciais expedidos pela 4ª Vara Criminal Federal de Palmas. A operação, batizada de Marcapasso, investiga um esquema de corrupção que envolve médicos, empresários e servidores públicos.

O Portal Stylo antecipou que entre os presos estavam os conceituados cardiologistas Ibsen Trindade e Henrique Furtado. Além deles, também foram decretadas as prisões temporadas de Andrés Gustavo Sánchez Esteva, Antônio Fagundes da Costa Júnior, Carlos Alberto Figueiredo Novo, Fábio D'ayala Valva, Fernando Motta, Genildo Ferreira Nunes, Leandro Richa Valim, Marco Aurelio Vilela Borges de Lima, Silvio Alves Da Silva e Rafael Iassuda de Oliveira.

Além dos 12 mandados de prisão temporária, também foram decretadas 41 mandados de condução coercitiva, um deles é direcionado ao pai do governador Marcelo Miranda, Brito Miranda que também teve seu escritório como alvo de busca e apreensão.

Um dos integrantes da gestão de Carlos Amastha, o ex-secretário da saúde de Palmas, Luiz Carlos Alves Teixeira, que hoje ocupa do cargo de secretário executivo de Infraestrutura, Serviços Públicos, também foi alvo de condução coercitiva.

A Operação Marcapasso investiga esquema de corrupção destinado a fraudar licitações no Estado do Tocantins, tendo como objetivo a aquisição de equipamentos chamados OPMEs (órtese, próteses e materiais especiais) de alto valor agregado e grande custo para o sistema de saúde.

Cerca de 330 policiais federais cumprem 137 mandados judiciais nos Estados do Tocantins, Distrito Federal, São Paulo, Goiás, Paraná, Bahia, Ceará, Pará, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Funcionamento do Esquema

Segundo os delegados Arcelino Vieira Damasceno e Júlio Matsuo Fujiki, os médicos que atuavam pelo SUS indicavam os produtos de empresas específicas e ganhavam propinas. Quando a despesa era paga pelo Plansaúde, o valor era até 60% maior. O esquema teria movimentado R$ 6 milhões.