Porto Nacional

Joaquim Maia cobra laudo técnico da ponte de Porto Nacional

Prefeito enviou ofício ao Palácio cobrando resposta sobre situação real da estrutura que está interditada há dois meses

15/04/19 16:07:11 | Atualizado em: 15/04/19 16:07:11

Depois de mais de dois meses após a interdição da ponte sobre o Rio Tocantins, em Porto Nacional, o prefeito Joaquim Maia vem cobrando o laudo técnico da estrutura, que segundo ele, havia sido prometido pelo governo num prazo de 15 dias. O gestor cobrou da administração estadual esclarecimentos sobre a real situação da ponte, e sem retorno, protocolou um ofício na última sexta-feira, cobrando o Palácio Araguaia.

“Nossa população está sofrendo impactos sociais e econômicos incalculáveis, pagando um preço muito alto e mesmo com a medida paliativa da balsa, a travessia é muito lenta e tem gastado, em média, três horas para se chegar do outro lado do rio, sem contar o sofrimento das crianças, idosos e trabalhadores que têm chegado em casa tarde da noite”, argumentou o prefeito Joaquim Maia.

Prejuízos
Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Porto Nacional, Gildeny Aguiar, o comércio do ramo de alimentação e combustíveis sofreu queda superior a 50%. “ E estamos levando também prejuízos na casa de 30% nos demais setores de nossa economia, porque os municípios de Brejinho de Nazaré, Fátima, Aliança e Oliveira de Fátima, que compravam aqui em Porto Nacional, migraram para Palmas, Paraíso e Gurupi”, pontuou o empresário, afirmando que são necessárias medidas urgentes em benefício da recuperação comercial de Porto Nacional. “Precisamos de uma resposta e de ações que venham nos auxiliar nesse momento tão difícil para todos nós”, 

Em entrevista a uma rádio do Estado o vice-governador do Estado, Wanderlei Barbosa, informou, em março, que tão logo o laudo pericial seja expedido, será iniciada a restauração da ponte. “Essa ponte ajudará a escoar a produção e sem dúvida é uma preocupação do governo facilitar a vida das pessoas que ali residem, entretanto temos que, primeiramente, garantir a segurança e a vida das pessoas que ali residem”, frisou.

Após a interdição da ponte, o governo autorizou a travessia por meio de balsas. Na antiga estrutura só está liberada a passagem de motocicletas e pedestres. Por conta do valor cobrado, os moradores vem realizando uma série de protestos na ponte.