Educação

Professores do TO vão às ruas para protestar contra cortes na educação

Na UFT, instituição que será atingida pelos cortes, alunos bloquearam o portão de entrada da instituição; manifestações acontecem em todo o Estado

15/05/19 08:22:18 | Atualizado em: 15/05/19 08:22:18

Os protestos por conta dos cortes de recursos destinados as universidades públicas começaram no Estado. Com a greve nacional da educação marcada para esta quarta-feira, 15, alunos da Universidade Federal do Tocantins (UFT) bloquearam o portão da instituição nesta quarta. As ações fazem parte da manifestação nacional. Na UFT, os cortes do governo podem reduzir o orçamento da UFT em até 42%, o que significa R$ 18 milhões a menos ao ano. .

Profesores e profissionais ligados a educação devem ir às ruas em protesto contra a determinação do governo. A convocação foi feita pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado do Tocantins (Sintet).

Em Palmas a manifestação acontece em à Assembleia Legislativa, às 9 horas. Já a tarde está prevista um ato público em Taquaralto, com concentração às 16 horas, próximo a passarela. Em todo o Estado as escolas estão sendo mobilizadas para aderirem a paralisação geral das atividades.

A Reforma da Previdência também está na pauta dos protestos. Segundo análise da CNTE, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 006/2019, que trata da reforma da Previdência do governo de Jair Bolsonaro (PSL) tem como objetivo destruir a aposentadoria do povo brasileiro, em especial a das trabalhadoras e a dos trabalhadores da educação. A PEC acaba com a aposentadoria por tempo de contribuição e institui a obrigatoriedade da idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres, aumenta o tempo mínimo de contribuição de 15 para 20 anos e altera as regras especiais de trabalhadores e trabalhadoras rurais e professores. As professoras serão ainda mais prejudicadas se a reforma for aprovada.

Ainda de acordo com a CNTE, com a aprovação da reforma, as professoras que ingressaram na carreira até 2003 vão ter que trabalhar 10 anos a mais e as que ingressaram depois de 2004 terão de trabalhar 15 anos a mais para receber benefícios menores, isso na rede pública, pois o cenário para os professores na rede privada é muito mais cruel.

Corte de investimentos foram incluídos na pauta

Após o ministro da Educação, Abraham Weintraub anunciar na semana passada o corte de investimentos na educação básica e superior, estudantes e trabalhadores em educação de institutos e universidades federais de todo o país decidiram aderir ao movimento grevista. Só na educação básica, o corte de investimentos foi de R$ 914 milhões.