Tocantins

Sindepol/TO questiona decisão do governo de suspender delegados que atuaram em operação que denunciava fantasmas

15/05/19 15:19:32 | Atualizado em: 15/05/19 15:19:32

Segundo o Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Tocantins (Sindepol/TO) os delegados que atuaram em operação que denunciaram funcionários fantasmas no Estado foram punidos pela corregedoria da Polícia Civil. Wanderson Chaves de Queiroz e Gregory Almeida Alves do Monte foram submetidos a procedimento instaurado com suspensão publicada no Diário Oficial do Estado da última segunda-feira, 13, com data retroativa. Para a entidade, a decisão do governo é 'punitiva' e 'injusta'. 

Segundo nota da Secretaria de Segurança Pública (SSP) o procedimento foi instaurado para apurar a conduta dos delegados, que, de acordo com o órgão em dezembro de 2018, teriam formalizado ameaça de prisão ao delegado-geral da Polícia Civil, Rossílio de Souza Correia e enviado ao judiciário. 

 Depois de analisar os fatos, o Ministério Público manifestou pelo arquivamento do feito por falta de justa causa,assim como a Justiça, mas mesmo assim, de acordo com o Sindepol/TO, a coorregedoria teria decidido punir os delegados. 

"Tal decisão foi prolatada um dia após o judiciário deliberar pelo arquivamento do procedimento instaurado na Corregedoria da Polícia. Desse modo, esta punição é injusta, uma vez que o judiciário não vislumbrou crimes nos fatos alegados e investigados em procedimento manejado pela própria Corregedoria. Razão pela qual não assiste ao ato da Corregedoria que puniu os delegados, pois o Poder Judiciário decidiu acatar parecer do Ministério Público opinando pelo arquivamento do feito. O Sindepol/TO continua acompanhando a situação e prestará auxílio, por meio de sua assessoria jurídica, aos delegados sindicalizados Wanderson e Gregory", disse o Sindicato em nota.