Ciência

Naturatins e UFT firmam acordo cooperação para criação de museu de morfologia da universidade

15/07/19 15:11:37 | Atualizado em: 15/07/19 15:11:37

Representantes do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) participaram na sexta-feira, 12, da Assinatura do Termo de Cooperação entre o órgão ambiental e a Universidade Federal do Tocantins (UFT). Na ocasião a equipe técnica do Naturatins também conheceu o laboratório de anatomia da universidade.

Na pauta do encontro foi apresentado o Projeto de Extensão intitulado “Preparação de Peças Anatômicas para a Implementação do Museu de Morfologia da UFT”, que tem como finalidade gerar uma coleção museológica para exposições internas e também que atenda a comunidade externa, na difusão de conhecimento e proteção da fauna silvestre.

Entre os objetivos do projeto está a valorização da fauna por meio da preparação de animais para exposição na forma de esqueletos e taxidermia, quando é utilizada a técnica de encher com palha um animal morto, a fim de conservar as características originais. Este processo tem como proposta demonstrar a grande diversidade das espécies, além de enfatizar os riscos pelos quais os bichos estão sujeitos.

O vice-presidente do Naturatins, Rafael Felipe, considerou a relevância da Assinatura do Acordo de Cooperação com a UFT, com destaque para outras parcerias. “Esperamos que futuramente sejam realizados outros acordos. Este com o Centro de Interpretação Ambiental irá desenvolver a conscientização voltada para conservação ambiental com diversos públicos e com certeza irá contribuir com o conhecimento da fauna tocantinense”, pontuou.

“Nós já temos uma parceria com o Naturatins e a partir desta cooperação nos aproxima ainda mais. Nós a comunidade acadêmica, alunos, professores e outros profissionais, teremos mais oportunidade de estabelecer outras opções de parceria, como a implementação do museu de morfologia, além de futuros estágios, abrirá um leque imenso, a partir desta iniciativa”, frisou o reitor da UFT, Luis Eduardo Bovolato.

Taxidermização

O diretor de Biodiversidade e Áreas Protegidas do Naturatins, Warley Rodrigues, demonstra que a geração dos animais para o museu além de gerar conhecimento irá proporcionar a oportunidade de motivar acadêmicos para trabalhar nesta na taxidermização.

“O projeto, além de criar oportunidades para gerar estratégias para proteger os animais. Outro objetivo é gerar conhecimento sobre as espécies que serão destinadas a taxidermização e gerar opiniões positivas no meio acadêmico e entre os profissionais que trabalham nesta área, para a preservação das espécies enquanto vivos”.

A professora do curso de Nutrição e enfermagem da UFT, Tainá de Abreu relata que a parceria com Naturatins vai proprocionar aos alunos dos cursos de medicina, enfermagem, nutrição, física e engenharia civil, um treinamento cientifico para produzir as peças, a partir da doação de carcaças dos animais que vieram a óbito no Centro de Fauna do Tocantins (Cefau).

“Temos técnicas diversas, já que podemos aproveitar tudo do animal que veio a óbito, desde as garras, pele, pena, pelo, órgãos, músculos ou ossos. Ao avaliar podemos por exemplo fazer o estudo do sistema disgestório. No caso dos ossos, montamos os esqueletos. Além de estudos como a observação da forma, estrutura, dentição, a diferença de um grupo de animal e outro. Tudo pode ser estudado”, disse a professora.

A bióloga e inspetora de Recursos Naturais do Naturatins, Angélica Beatriz Gonçalves, conta que a entrada de animais no Cefau é bastante flutuante. Ela conta que o objetivo dessa parceria é didático, em razão de possuir material biológico importante, já que atualmente o Centro possui cerca de 170 animais vivos.

Para Angélica a parceria como práticas de extensão, irá aprimorar as pesquisas, já que um maior número de pessoas terá acesso ao conhecimento sobre a fauna silvestre. “Além recuperar e reabilitar os animais, podemos o orientar preventivamente para o combate ao tráfico. No Naturatins também chegam animais que foram vítimas de maus tratos ou atropelamento. Esta parceria poderá enriquecer o conhecimento e criará a oportunidade de proteger a fauna”, explicou.