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CRISE ECONÔMICA

40% dos funcionários do comércio de Palmas perderão seus empregos, diz pesquisa

26/03/20 10:35:22 | Atualizado em: 26/03/20 10:35:22

Uma pesquisa realizada pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Palmas (CDL) mostrou a preocupação das empresas da Capital com a crise econômica gerada pela pandemia do novo coronavírus.

Os dados foram colhidos no período de 23 a 25 de março e mostraram que cerca de 40% dos funcionários do comércio devem perder os seus empregos, isso significa 32 mil dos 80 mil empregados. “A crise que atingiu as empresas também é uma epidemia que, por enquanto, não tem remédio”, disse o presidente da entidade, Silvan Portilho.

O levantamento mostrou que, se as medidas de contenção e isolamento social continuarem, 60,2% das empresas pretendem demitir funcionários nos próximos dias, das quais 18,8% devem dispensar até 75% do quadro; 17,1% até 50%; 11,6% até 20%; 8,8% até 30% e outros 3,9% até 40% do quadro. Apenas 39,8% não pretendem demitir funcionários nos próximos dias.

A pesquisa também mostrou que deve haver uma queda no consumo dos palmenses já que 56,5% das empresas entrevistadas disseram não têm condições financeiras de realizar o pagamento dos funcionários deste mês. Ainda de acordo com os dados, somente 23,7% afirmam que conseguirá arcar com a folha de pagamento dos funcionários neste mês e 19,9% ainda não sabem.

Portilho destacou que o empresariado de Palmas está aguardando que o Governo tome medidas para atenuar os impactos da crise como é o caso da suspensão, parcelamento, adiamento u isenção de impostos.

Mudanças de paradigmas

Muitos empresários de Palmas, com objetivo de se adaptar ao Decreto Municipal Nº 1.859, divulgado no dia 18 de março que manteve as atividades comerciais suspensas na Capital, estão achando no virtual, a alternativa para manterem seus empreendimentos ativos

A mudança no atendimento para as plataformas digitais se torna questão essencial para o comércio durante a crise. "O empresário precisa usar a criatividade, mais uma vez. Se valer do atendimento por site, telefone, WhatsApp ou redes sociais”, disse o presidente da Federação das Associações Comerciais e Industriais do Tocantins (FACIET), Fabiano do Vale.

Ainda de acordo o presidente Fabiano do Vale, o Tocantins deve abrir as portas para o online. “Como o Estado é composto 90% por micro e pequenos empreendedores, o impacto para esta categoria será muito grande. Sendo assim, a alternativa é usar as ferramentas online a nosso favor”, disse.

A cidade possui já possui plataformas de delivery estruturadas e que atendem micro e pequenas empresas de todos os segmentos.