Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade

POLÍTICA

Vote em 1, leve 3: mandatos coletivos crescem no Tocantins

21/09/20 11:54:13 | Atualizado em: 21/09/20 11:54:13

Vote em 1, leve três. Uma novidade da eleição deste ano em Palmas é o surgimento de candidaturas coletivas para o Poder Legislativo.

O modelo começou em 2012, com sete candidaturas em todo o Brasil, e ganhou grandes proporções nas eleições de 2016, com 98.

Quem aposta em uma candidatura em grupo faz isso motivado por fatores que vão da ideia de que a política não é individual, mas coletiva, até a busca por uma maior representatividade na política. Há também a ideia de que conseguir votos para um grupo é mais fácil do que para uma pessoa sozinha.

Até agora, Palmas já registra duas candidaturas coletivas, ambas do PSB. Uma, é encabeçada pela ativista Renata Eckart, e a outra, batizada de SOMOS, por Alexandre Peara.

O modelo de mandado em grupo não é prevista na legislação. Na prática, ele é comporto por um vereador e por coparlamentares , que acabam atuando mais nos bastidores em razão das limitações jurídicas. Os co-vereadores não podem participar pessoalmente dos debates em plenário, mas atuam ativamente nas discussões e têm o vereador como porta-voz.

Durante a convenção do PSB, Alexandre Peara, candidato a vereador do SOMOS, explicou que a ideia do mandato coletivo é levar representatividade para dentro da Câmara.

Dados no Brasil

Segundo um estudo da Raps, o Brasil tem experiências de mandatos coletivos desde 1995, mas eles conquistaram mais espaço nas últimas eleições. Atualmente, há pelo menos 20 em atuação nas casas legislativas do país.

No total, todas as candidaturas coletivas que já disputaram uma eleição no Brasil conquistaram juntas mais de 1,2 milhão de votos. Cerca de 12% deles, porém, foram para apenas uma campanha: a da "Mandata Ativista", antiga "Bancada Ativista", para a Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), em 2018.
No Tocantins, apenas Palmas registrou candidaturas com esse formato.