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EMOCIONANTE! HISTÓRICO!

Anvisa autoriza o uso emergencial das vacinas Coronavac e da AstraZeneca/Oxford contra a covid-19

17/01/21 15:46:25 | Atualizado em: 17/01/21 20:14:42

O governador João Doria comemorou agora, no Centro de Convenções Rebouças, do Hospital das Clínicas de São Paulo, onde acompanha a reunião técnica da Anvisa, o voto favorável à aprovação das vacinas Coronavac e AstraZeneca conferido por Meiruze Freitas, a primeira diretora da agência a votar pelo uso emergencial dos imunizantes que estão sendo produzidos no Brasil pelos institutos Butantan e Friocruz, respectivamente.

É possível que tão logo as vacinas foram aprovadas pela maioria dos cinco diretores da agência, como se espera, o governador paulista iníciou à vacinação , nesta tarde, junto a funcionários do Hospital das Clínicas, onde o governador se encontra reunido com inúmeros especialistas, além do presidente do Butantan, Dimas Covas.

Paralelamente, o governador acaba de publicar em suas redes sociais que determinou ao Butantan que o instituto entregue “imediatamente as vacinas ao Ministério da Saúde para que sejam entregues ao Ministério da Saúde para que sejam distribuídas a SP, DF e todos os estados brasileiros”. “O Brasil tem pressa para salvar vidas”, diz o governador em sua mensagem.

 Notícias sobre a pandemia, ao vivo A transmissão ao vivo da reunião da ANVISA chegou a ter mais de 20.000 espectadores simultâneos no canal oficial da Anvisa no Youtube. “O inimigo é um só. Nossa melhor chance nessa guerra passa, necessariamente, pela mudança de comportamento social. Sem a qual, mesmo com vacinas, a vitória não será alcançada”, observou Antônio Barra, diretor-presidente, em seu discurso de abertura, num show de texto aplaudido em todo o país.Primeiro, três áreas técnicas da Anvisa deram aval à aprovação das vacinas.

De acordo com o gerente geral de Medicamentos e Produtos Biológicos, Gustavo Mendes, o panorama de “muita tensão pela falta de insumos necessários para o enfrentamento da doença” no Brasil, justifica a autorização para o início de aplicação do imunizante, condicionada ao “monitoramento e reavaliação periódica [dos dados de eficácia].

Olhar com cuidado, de maneira muito próxima, como vai ser o desempenho dessa vacina”. Embora tenha recomendado a aprovação, Mendes salientou que a Anvisa não conseguiu obter acesso a algumas informações sobre dados de ambas as vacinas

No caso da Coronavac, as pendências se referem à lacuna de dados a respeito da eficácia em pessoas com comorbidades ou idosas, quantidade de pacientes sintomáticos que tiveram PCR negativo e de participantes do estudo que precisaram de atendimento em UTI. A relatora Meiruze Freitas ainda salientou um “ponto crítico” em relação ao imunizante.

“Por quanto tempo perdura no organismo dos indivíduos a proteção conferida pela vacina?”, questionou. Em seu voto favorável à aprovação, ela condicionou a autorização do uso emergencial da Coronavac à assinatura de um termo em que o Butantan se compromete a reportar dados sobre a resposta imunológica da vacina.

“Os benefícios conhecidos das vacinas superam seus riscos. Mas é preciso um monitoramento contínuo sobre efeitos adversos. Uma vacina só é eficaz se as pessoas estiverem dispostas a tomá-la. Vacinação contra covid-19 ajudará na proteção individual e coletiva”, disse a relatora.O voto que estabeleceu maioria na avaliação da mesa veio do diretor Alex Machado Campos, ex-chefe de gabinete de Luiz Henrique Mandetta no Ministério da Saúde, que aproveitou a ocasião para agradecer Mandetta por sua indicação ao cargo.

“Não há espaço para negação da ciência nem para a politização das vacinas”, disse Campos. Da mesma forma, os diretores Romison Mota, Cristiane Rose Jourdan e Antonio Barra, presidente da agência, votaram a favor da aprovação dos imunizantes para uso emergencial e cravaram unanimidade na decisão. Ao longo das explicações técnicas, a Anvisa frisou que um dos motivos que embasaram as análises é a “ausência de alternativas terapêuticas” para enfrentamento à doença, contradizendo a tese de “tratamento precoce” —sem comprovação científica— defendida pelo Governo Bolsonaro.
*Com El País e TV Brasil