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ESTADO

Na Assembleia, deputado chama de “casuísmo político” os debates pela emancipação do Luzimangues

02/03/21 18:05:23 | Atualizado em: 02/03/21 18:05:23

Na Assembleia, deputado chama de “casuísmo político” os debates pela emancipação do Luzimangues: “Esse não é o momento político para se discutir o assunto”

O deputado Valdemar Júnior (MDB) usou a tribuna da Assembleia Legislativa, na manhã desta terça-feira, dia 02, para se manifestar contrário ao debate sobre a emancipação do Luzimangues.

O parlamentar, que é natural de Porto Nacional, chamou de “casuísmo político”, o debate do tema em meio a uma pandemia. Em um momento que estamos juntos unindo esforços para discutir um assunto que está sendo debatido em todo o mundo: combate ao coronavírus, vacinação, isolamento, lockdown, distanciamento social, nós estamos vendo uma iniciativa de casuísmo político no nosso Estado, onde estão falando em emancipação política de distrito”, enfatizou Valdemar Júnior.

Mesmo criticando os debates, o parlamentar se disse favorável a emancipação. “Concordo plenamente com a emancipação e respeito o desejo da população do sentimento libertador de Luzimangues, que é de ter o seu próprio CNPJ, de ser um município autônomo. Mas também deixo claro que esse não é o momento político para se discutir o assunto”, explicou.

O deputado ressaltou que a pandemia deve ser o foco das atenções. “Não podemos dar prioridade a esse assunto neste momento tão grave em que a população brasileira enfrenta uma pandemia que já matou mais de 250 mil pessoas no nosso país. Só em Porto Nacional, na semana passada, em um único dia, foram mais de 60 pessoas infectadas. Palmas, Araguaína e Gurupi nem se fala, estão em situações piores. Goiânia acaba de decretar 7 dias de lockdown, fechando tudo, justamente para tentar conter o problema causado pela situação”, observou o deputado.

Segundo Valdemar, uma nova cidade implica em uma nova máquina burocrática a serviço da população e consequentemente gastos com custos altos, gerando aumento das despesas públicas e despesas para serem sustentadas. “Falar em uma emancipação política neste momento é você pensar em uma Prefeitura nova, com orçamento, com contratação de no mínimo 12 secretários, com a instalação de uma Câmara Municipal, com no mínimo nove vereadores em seus gabinetes. É falar em se contratar uma série de servidores públicos municipais, e porque não dizer, a contratação via concurso público deste servidores. Então Luzimangues nasceria não sei com que tamanho de índice de percentual de FPM, mas não ficaria em menos de 0.6, o que dá em torno de meio milhão de reais todos os meses saindo dos cofres de uma nova prefeitura, de uma nova cidade”, finalizou.