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CAPIM DOURADO

Oficina “Tecendo Capim Dourado Valorizando Saberes” inicia hoje

16/07/21 13:33:28 | Atualizado em: 16/07/21 13:33:28

Com proposta de realizar o desenvolvimento de ações que visam a capacitação para o fortalecimento da produção artesanal em peças de capim dourado e biojoias, proporcionando ainda a transmissão de saberes, será realizada, com apoio do Governo do Tocantins, por meio da Agência Desenvolvimento do Turismo, Cultura e Economia Criativa (Adetuc), nesta sexta-feira, 16, a partir das 18 horas, a abertura da Oficina Tecendo Capim Dourado Valorizando Saberes. O projeto é de autoria da Artesã Raquel Pinheiro, e será realizado na cidade de Pindorama do Tocantins, a 216 km de Palmas.

De acordo com informações da artesã, Raquel Pinheiro, serão realizadas duas turmas presenciais, uma oficina de Biojoias, ministrada pela Instrutora Raylane Raquel, e outra de técnica em costura do Capim Dourado, ministrada pela autora do projeto. As aulas presenciais ocorrerão nos dias 16 e 17 de julho, ambas com carga horária de 40 horas, com participação de 20 alunos, sendo 10 alunos por turma. Já para a oficina on-line, a carga horária é de 32 horas, sendo que as inscrições seguem abertas e serão transmitidas pelo canal do Youtube: Ponto de Cultura Viola de Arame. Para se inscrever acesse link: https://tecendocapimdourado.blogspot.com/p/agenda.html .

Nas oficinas, serão repassadas as técnicas para produção do artesanato utilizando como matéria-prima o Capim Dourado, além da produção de Biojoias a exemplo de chapéus, cestos, colares, brincos, mandalas, dentre outros. Os fios de capim dourado são costurados com linhas vegetais e/ou fibra fina das folhas de buriti, ambas espécies nativas do Brasil, próprias do cerrado.

Capim Dourado

A tradição do artesanato com o capim dourado, o Ouro do Jalapão, foi passada pelos índios da etnia Xerente que no começo do século XX saíram caminhando pelo lado do Rio Tocantins e passaram pelo povoado quilombola Mumbuca e ensinaram alguns moradores a “costurar capim” com a seda de buriti. Desde então, esse saber se difundiu pela região, chegando a outras comunidades e cidades, como no município de Ponte Alta do Tocantins.

Para o presidente da Adetuc, Jairo Mariano, o projeto fortalece toda a cadeia do artesanato do Jalapão. “O aperfeiçoamento da atividade artesanal garante a melhoria e inovações na produção de peça em Capim Dourado, agregando mais valor e também fortalecendo a economia com a geração de emprego e renda para a comunidade, conforme incentiva o governador Mauro Carlesse”, considera.

Inovações

A partir desse saber-fazer, as comunidades têm criado novas coleções com inovações de produtos e inserção de novos materiais, como sementes, peças em coco, e novas técnicas também tradicionais, como o tingimento natural da linha da seda do buriti. Assim, as artesãs que antes produziam com a técnica do trançado das fibras do capim e do buriti objetos que estavam presentes em seu dia-a-dia, como os chapéus que protegem os lavradores na roça, cestos entre outros utensílios, agora produzem as mais variadas peças.