TURISMO

Pioneiros de Palmas e etnoturismo entram na pauta dos jornalistas tocantinenses

19/05/22 08:34:00 | Atualizado em: 19/05/22 08:34:00

Preservar e difundir a memória viva, literalmente! Este é o propósito do projeto “Trajetórias Pioneiras”, elaborado pela jornalista Seleucia Fontes a partir de uma roda de conversa com empresários e jornalistas de Palmas, a Capital mais jovem do País que festejará seus 33 anos na próxima sexta, 20 de maio.

O projeto nasce de constatação muito simples: são pouco mais de três décadas, a história está “fresquinha”, seus personagens principais vivos, as referências facilmente comprováveis. Integrante da Associação dos Pioneiros de Palmas (APPA), o jornalista Rui Bucar aponta que, mesmo jovem, a cidade precisa deste registro, para que a memória dos primeiros moradores não se perca.

“Este é apenas um primeiro esboço do projeto ‘Trajetórias Pioneiras’, que necessariamente precisa da parceria com a APPA e captação de recursos”, pontua Seleucia, que é presidente da Federação Brasileira de Jornalistas e Comunicadores de Turismo no Tocantins (Febtur-TO), ressaltando que o projeto inclui livro, documentário e exposição fotográfica, uma justa homenagem aos desbravadores da região central do Estado recém-criado. Segundo ela, a proposta também foi enviada à presidente da Associação dos Pioneiros, Luciélia de Aquino Ramos (Luara), que se colocou à disposição para colaborar com sua continuidade.



Posse

A entrega simbólica do projeto “Trajetórias Pioneiras” ocorreu na segunda, 16, para o jornalista Rui Bucar, como representante da Associação dos Pioneiros, durante happy hour realizado com jornalistas de Palmas no Atlas Hotel Premium. A programação também contou com a integração de novos associados à Federação Brasileira de Jornalistas e Comunicadores de Turismo no Tocantins (Febtur-TO).

Jaciara Barros, Mariá Soares, Zuleide D’Ângelo, Fátima Albuquerque e Samir Ryam unem-se ao grupo que já contava com 12 integrantes no propósito de levar informações sobre o turismo e a cultura tocantinense para grande público, além de colaborar nas discussões voltadas ao desenvolvimento do setor no Estado.

O evento foi conduzido pelo jornalista Penaforte Dias e contou com apresentação musical de Dorivã Borges. O publicitário, jornalista e cineasta Marco Jacob falou do livro “Algemas da Paixão” e do documentário “Lendas do Cerrado”, recentemente lançados, e o jornalista José Sebastião Pinheiro apresentou seu novo livro “Amorosamente”. Entre os jornalistas, também estavam presentes Cleber Toledo (Portal CT), Sandra Miranda (Primeira Página), Christina Hayne, presidente da Febtur Pará e Ivan Leyraud, presidente da Febtur São Paulo.



Vivência Xerente

Em parceria com a União Indígena Xerente (UNIX) e com apoio da Prefeitura de Tocantínia, por meio da Secretaria Municipal de Turismo, a Febtur Tocantins levou um grupo de comunicadores para uma visita técnica no domingo, 15, ao Território Xerente, localizado no município de Tocantínia, a cerca de 80 km de Palmas. A UNIX, que é presidida pelo Cacique Srêwè Xerente, trabalha na implementação de projeto de etnoturismo nas aldeias da comunidade, que inclui a construção do Centro de Fortalecimento da Cultura Xerente.

Entre os 10 comunicadores que participaram do roteiro, havia professores de comunicação da Universidade Federal do Tocantins (UFT), que conheceram um pouco da cultura desse povo original que foi identificado ainda no século XVII, com a chegada de missões jesuítas e colonizadores (bandeiras e entradas) ao Centro-Oeste brasileiro.

Um pouco da língua Akwe, a culinária tradicional, com peixe na folha da bananeira, um banho no rio Tocantins e contato com diversos habitantes da terra indígena entusiasmaram o grupo, que se mostrou receptivo a novos passeios, quando da estruturação do projeto de etnoturismo. Porém, o clímax da incursão foi a visitação às pinturas rupestres, que aguardam identificação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Ao apresentar o espaço onde será erguido o Centro de Fortalecimento da Cultura Xerente, Srêwè Xerente explicou sua estrutura e como funcionará. “Será construída uma estrutura em formato de meia Lua, com três casas em cada lado que simbolizam cada clã, e no meio haverá uma estrutura maior para reuniões e discussões diversas. Contará também com um pátio para reunião de todos os clãs”, explicou o líder indígena.

“Foi uma experiência incrível, me senti retornando à minha ancestralidade”, relatou a jornalista Christina Hayne, presidente da Febtur Pará, ressaltando que levará sua experiência pessoal ao conhecimento de operadores de turismo do seu estado que se interessam por projetos de vivência em pequenas comunidades.

Todas as atividades fazem parte do projeto Encontros Febtur – Valorização Turística Regional.